sexta-feira, 12 de julho de 2013

TDAH - Guia para Professores




Escrito por  ABDA

TDAH - GUIA PARA PROFESSORES:

Os professores são peças fundamentais no processo de aprendizagem dos alunos, portanto merecem um capítulo à parte quando o assunto é o tratamento do TDAH.
Neste capitulo, vou comentar sobre estratégias a serem adotadas em sala de aula para melhorar a capacidade atencional e diminuir os prejuízos decorrentes de comportamentos hiperativos, facilitando, assim, a aprendizagem. O interessante disso tudo é que as estratégias podem ajudar a todos. Tanto alunos com TDAH podem se beneficiar dessas estratégias, como alunos com TDAH de outros problemas comportamentais e também aqueles que não apresentam problema algum.
DICAS PARA OS PROFESSORES
1- Estabeleça rotinas: Mantenha a sala de aula organizada e estruturada. O estabelecimento de uma rotina diária em sala de aula facilitará o entendimento e a aprendizagem de todas as crianças. Estimule o aluno a limpar sua mochila semanalmente e a mantê-la organizada também.
2- Crie as regras da sala de aula: Regras claras e objetivas ajudam na manutenção da disciplina em sala de aula. Essas regras podem ser fixadas em um painel localizado em local de fácil visualização pelos alunos. Consequências negativas por quebra das regras também podem ser fixadas no painel, assim como consequências positivas (prêmios) por comportamentos assertivos.
3- Agenda escola-casa: Trata-se de uma estratégia comumente usada pelos professores. Através dela, informações importantes poderão ser trocadas sobre o comportamento do aluno em sala de aula, no recreio escolar, ou sobre a execução de deveres de casa e atividades. Enfim, pais e professores poderão manter um canal de comunicação para saber como está a criança ou adolescente.
4- Sentar na frente na sala de aula: Será mais fácil monitorar e ajudar o estudante com dificuldade nos estudos e com um comportamento desatento ou hiperativo sentando-o na frente na sala de aula, próximo ao quadro e ao professor. Isso irá facilitar o controle e manejo e comportamentos inadequados em sala de aula, além de permitir que o professor faça intervenções ou elogie boas atitudes desse aluno.
5- Matérias mais difíceis no início da aula: Não apenas os que tem TDAH, mas todos os estudantes estão mais aptos à aprendizagem no início do horário letivo. Portanto, as disciplinas mais difíceis podem ser “privilegiadas” nesse momento, com maiores chances de serem assimiladas, enquanto no final do dia todos estão mais cansados, e os conteúdos mais difíceis podem ser ensinados nesse momento.
6- Pausas regulares: Todos nós possuímos uma determinada capacidade para permanecermos atentos. Isso significa que após um determinado tempo, nossa capacidade atencional diminui muito, assim como nosso desempenho. Portanto, permitir pausas regulares entre as atividades é uma conduta importante para que os alunos possam relaxar por alguns minutos.
7- Ensine técnicas de organização e estudo: Normalmente, crianças e adolescentes apresentam dificuldade para se organizar e planejar os estudos. Se esses estudantes tivessem TDAH será ainda maior. Portanto, o professor pode exercer um papel importantíssimo no estabelecimento de técnicas de organização para favorecer o estudo em casa.
8- “Tempo extra” para responder às perguntas: Por que não? Estamos lidando com um aluno que apresenta dificuldade no controle da atenção, desorganizado, mas que se conseguir um tempo extra, pode atingir os objetivos propostos pelo professor. Logo, permitir um tempo extra para responder às perguntas propostas durante a aula ou durante a prova pode e deve ser realizado.
9- Questione sobre dúvidas em sala de aula: O professor deve questionar o portador de TDAH, assim como outros estudantes dificuldades acadêmicas, sobre dúvidas em sala de aula. Isto ajudará na assimilação de conceitos e favorecerá a atenção do aluno.
10- Estimule e elogie: Portadores de TDAH comumente apresentam baixa autoestima, pois estão constantemente recebendo críticas, podendo se tornar desestimulados com a escola. Elogiando e estimulando seu esforço, o aluno se sentirá valorizado, sua autoestima será protegida e teremos grandes chances de observar um crescimento acadêmico. Estimule o aluno com palavras de incentivo. Faça cartazes para serem colocados no mural de recados com as regras do bom comportamento, recompensas por bom comportamento e consequências pelo desrespeito às regras.
11- Premie o bom comportamento em sala de aula: Também chamado de esforço positivo. Essa estratégia visa a estimular que comportamentos assertivos sejam potencializados e o interesse pelos estudos aumente, promovendo a melhoria do desempenho acadêmico de todos. Implemente um programa com pontuação e recompensas por bom comportamento, também chamado de economia de fichas. Você pode escrever um contrato entre você e o aluno em que ele concorde em realizar seus trabalhos de sala e associar-se a uma premiação em caso de sucesso. Ao final do capítulo há exemplos de premiações em sala de aula.
12- Traga a aula para o dia a dia do aluno: Temos mais um fator para a melhoria acadêmica de qualquer estudante: a motivação. Muitas crianças e adolescentes encontram dificuldade em entender a necessidade de algumas disciplinas. Portanto, a contextualização da matéria ensinada pode ser uma boa alternativa para atrair o interesse do aluno. A matemática será muito mais interessante caso o aluno aprenda a utilizá-la concretamente em sua rotina diária. O português pode envolver a utilização de recortes de jornais e revistas, assim como geografia e história. Enfim, existem inúmeras formas de tornar as disciplinas interessantes para os alunos. Ao final do capítulo, há orientações sobre estratégias para atrair a atenção do aluno em sala de aula.
13- Seja simpático: Costumo me lembrar de meus professores do colégio e os melhores eram sempre aqueles dinâmicos, extrovertidos, que se movimentavam em sala de aula, motivadores, engraçados e que chamavam os alunos pelos nomes. Oscile a entonação e o volume de voz para atrai a atenção. O professor pode ser um excelente modelo de comportamento para seus alunos. Portanto, seja empático!
14- Dividir trabalhos por partes: Uma vez que crianças e adolescentes com TDAH apresentam dificuldade na organização para a execução de trabalhos escolares, ensiná-los a dividir em várias etapas pode ser uma grande estratégia para facilitar a resolução e a conclusão, tornando o trabalho menos exaustivo.
15- Agenda e lista de atividades diárias: Atualmente nossas crianças e adolescentes têm muitas atividades. São aulas particulares, aulas de inglês, futebol, judô etc. Bem, ensiná-los a utilizar uma agenda ou uma lista de atividades diárias pode auxiliar muito na organização e no planejamento de seu tempo.
16- Leitura sobre os transtornos comportamentais: Professores devem ter algum conhecimento técnico sobre os problemas comportamentais escolares. Portanto, leia bastante sobre o TDAH e outras condições comportamentais que acometem crianças e adolescentes.
17- Seja assertivo: O professor é figura central e modelo de aprendizagem para seus alunos, portanto seja assertivo em suas colocações. Evite críticas, pois o aluno com TDAH normalmente apresenta um prejuízo muito grande em sua autoestima. Prefira elogios, mas caso a crítica seja necessária, converse separadamente com o aluno para evitar expor suas dificuldades acadêmicas e comportamentais aos outros estudantes.
18- Esteja alerta e antecipe problemas: Muitas vezes as mudanças comportamentais dos alunos seguem um padrão. Identificando precocemente esse padrão de comportamento, professores podem antecipar situações problemáticas, como por exemplo: sempre que um aluno começa a levantar da carteira, outros o seguem e em segundos todos estão conversando e dispersos. O professor pode se antecipar e combinar que será permitido que o aluno se levante da carteira após os exercícios terem sido concluídos e com sua autorização. Lembre os alunos sobre o comportamento esperado para essa ou aquela atividade em sala de aula.
19- Faça contato visual: Olhe nos olhos de cada aluno e chame-os pelo nome para atrair e captar a atenção. Dessa forma os estudantes estarão mais alertas e atentos às suas orientações e ensinamentos.
20- Utilize a internet: Alunos que apresentam dificuldade na cópia em sala de aula podem se beneficiar da colocação de textos e de deveres de casa na internet ou na distribuição de materiais impressos pelo professor.
21- Estimule a prática de esportes: A prática de atividade física deve ser estimulada sempre. Aí entra com maior ênfase o papel do profissional de educação física. Crianças e adolescentes com TDAH comumente apresentam dificuldades de relacionamento social e são estabanadas nas atividades físicas. Esportes coletivos são excelentes ferramentas para estimular a socialização, melhorar a autoestima, além de ensinar sobre a importância do trabalho em equipe, do respeito às regras, de seguir uma hierarquia de comando e de respeitar a autoridade do professor.

Sugestão de premiações escolares:
- Ser o “ajudante” do professor;
- Apagar o quadro;
- Escrever no quadro;
- Buscar equipamento para a aula;
- Sair para beber água;
- Ponto positivo na média;
- Elogio verbal;
- Elogio no caderno;
- Elogio no caderno de comunicação com os pais.

Estratégias para atrair a atenção do aluno em sala de aula: 
- Acenda e apague as luzes da sala de aula;
- Diga frases do tipo: “Atenção, todo mundo!”, “Vamos lá, turma!”;
- Bata palmas;
- Utilize giz ou marcadores coloridos no quadro;
- Faça contato visual durante todo o tempo com os alunos, especialmente com os mais desatentos.
- Utilize recursos multimídia, como computadores, retroprojetores, vídeos, músicas e internet.
Texto do livro “Desatentos e Hiperativos – Manual para alunos, pais e professores”, editora Best Seller).

Abraço!
Profe: Leony Lopes

Ensinar do jeito que ele aprende – dislexia

Quais os direitos dos alunos disléxicos

Se analisarmos todas as legislações vamos ver claramente que ficou sob a responsabilidade da escola e de toda sua equipe a definição do projeto de educação, de metodologia e da avaliação, desde que seja contínua e cumulativa, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período a serem desenvolvidas. Abandonou detalhes para agarrar-se ao amplo, ao abrangente. Educação vista como um processo de permanente crescimento do educando, visando seu pleno desenvolvimento, onde conceitos, menções e notas devem ser vistos como meros registros, prontos a serem alterados com a mudança de situação.
E, nessa busca do pleno desenvolvimento e do processo do educando, estão presentes outros objetivos que, não só os de dimensão cognitiva e os de natureza sócio-afetiva e psicomotora, que igualmente precisam ser trabalhados e avaliados.
O cuidado deve estar é no uso que se pode fazer desta avaliação, não a dissociando da idéia do pleno desenvolvimento do indivíduo, principalmente em situações de dificuldades de aprendizagem, como a dislexia, em que o aluno aprende, mas não demonstra pela leitura e pela escrita.
E os professores precisam ir muito além de um "olhar" para avaliar, levando em conta que as dificuldades, defasagem, comprometimentos tem inúmeras causas e nem sempre configuram um aluno considerado ANAEE. Compreenderem o problema da criança disléxica para que não seja taxada de “preguiçosa” ou estúpida”, mas, facilitadores de intervenções apropriadas e fonte de apoio emocional. 


A dislexia não  é impedimento para a aprendizagem. São comum professores que tem alunos disléxicos e não sabem que são disléxicos, dizerem: ”Eu não entendo, ele sabe tudo, consegue entender questões e abstrai antes de todos os outros na sala… mas quando vai escrever ou ler…”
Em geral, os disléxicos são pessoas criativas e não raro possuem inteligência acima da média. Muitos se destacam na música (o cantor John Lennon), nas artes cênicas (o ator Tom Cruise), nas artes plásticas (o genial Vincent van Gogh) ou nos esportes (jogador Magic Johnson).



Mesmo talentosos, os disléxicos costumam ser rotulados de preguiçosos ou apontados como problemáticos, o que pode causar outros danos, do ponto de vista
emocional, costumam ter baixa auto estima, por terem consciência da dificuldade, que muitas vezes nem eles mesmos entendem.
As intervenções dos professores devem ser:
- atendimento individualizado, pois assim será mais fácil o seu aprendizado.
-evitar tratar esse aluno diferentemente dos demais, jamais ressaltar as dificuldades diante de todos e nem corrigi-lo diante de outros.
-demonstrar compreensão e pacientemente ouvir a criança, deixando-a livre para expor seus pensamentos;
- o professor deve estar atento aos comportamentos dos alunos, para perceber se existe algo que o impeça de aprender para poder assim, encaminhá-lo aos profissionais competentes (como acuidade auditiva e/ ou visual, psicológica...)

-usar o lúdico, pois os jogos facilitam a aprendizagem para os disléxicos, e os outros também.

-não forçar o aluno com dislexia a fazer as suas lições, principalmente quando este estiver muito nervoso.
- atividades de situações problemas ajudarão na compreensão, quando o professor trabalhar com o concreto.

Estratégias que ajudam

  Falar-Ler-Ouvir-Escrever

- Método fonético, montagem de manuais de alfabetização, material concreto, desenhar
- Gravador, calculadora,  material dourado, máscara para texto, letras com textura
- Não forçar leitura em voz alta .
- Coloque sentado perto da professora e da lousa
- Acompanhar suas anotações
- Oferecer lápis de cor para diferenciar as linhas
A Dislexia não é curada sem um tratamento apropriado, não é superada com o tempo, não pode passar despercebida. Precisam ter oportunidade e tratamento adequado.

O aluno disléxico deve ter um currículo adaptado, um atendimento complementar com uma Equipe de Apoio Pedagógico, ser trabalhado, constantemente  na sua auto estima.

Avaliação
Avaliar na oralidade, não force a copiar do quadro, tenha sempre uma atividade para executar enquanto os demais copiam. Ele não precisa saber tudo, (adaptação curricular) priorize o essencial. Não dê sua nota em voz alta

Essas são as recomendações dos psicopedagogos e da ABAD (Associação Brasileira de Dislexia)


Veja a lista de 15 disléxicos famosos:                               
 
  • Agatha Christie (escritora)
  • Charles Darwin (cientista)
  • Cher (cantora)
  • Franklin D. Roosevelt (32° presidente dos Estados Unidos)


Assim como Tom Cruise, ator Robin Williams possui distúrbios disléxicos


  • George Washington (1º presidente dos Estados Unidos)
  • Leonardo Da Vinci (artista e inventor)
  • Napoleão Bonaparte (imperador da França)
  • Pablo Picasso (artista plástico)
  • Robin Williams (ator)
  • Thomas A. Edison (inventor da lâmpada)
  • Tom Cruise (ator)
  • Vincent van Gogh (pintor)
  • Winston Churchill (primeiro-ministro britânico)
  • Walt Disney (fundador dos estúdios Disney)
  • Whoopi Goldberg (atriz)

Referências:
Recomendo:
O psicopedagogo x Dislexia

Abraço!

Profe: Leony - EEB Lara Ribas

Reportagem - EEB. Tancredo de Almeida Neves



Reportagem retirada da revista FLASH VIP Ano 10- Nº 58/ Junho/Julho 2013
Por Greici Audibert

Escola: EEB. Tancredo de Almeida Neves
Aluno: Raduan Lucatelli 
Série: 2º ano Ensino Médio Inovador
Diagnóstico: Autismo:Síndrome de Asperger

Enviado por Marli Terezinha Ecker, SAEDE - EEB Tancredo Neves





SUGESTÃO DE LIVRO - TDAH

Silva, Ana Beatriz B.(Ana Beatriz Barbosa).
Mentes Inquietas: TDAH: desatenção, hiperatividade e impulsividade.
Rio de Janeiro: objetiva, 2009.
Enviado por Marli Terezinha Ecker, SAEDE - EEB Tancredo Neves


O PAPEL DO PROFESSOR - RUBEM ALVES



  Rubem Alves - O papel do professor -  https://www.youtube.com/watch?v=_OsYdePR1IU

Amar é ter um pássaro pousado no dedo.
Quem tem um pássaro pousado no dedo sabe que,
a qualquer momento, ele pode voar”

Rubem Alves

Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas.

Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o vôo.

Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.
Rubem Alves

Matéria recebida da professora Leoni da EEB Nelson Horostek