sexta-feira, 12 de julho de 2013

Ensinar do jeito que ele aprende – dislexia

Quais os direitos dos alunos disléxicos

Se analisarmos todas as legislações vamos ver claramente que ficou sob a responsabilidade da escola e de toda sua equipe a definição do projeto de educação, de metodologia e da avaliação, desde que seja contínua e cumulativa, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período a serem desenvolvidas. Abandonou detalhes para agarrar-se ao amplo, ao abrangente. Educação vista como um processo de permanente crescimento do educando, visando seu pleno desenvolvimento, onde conceitos, menções e notas devem ser vistos como meros registros, prontos a serem alterados com a mudança de situação.
E, nessa busca do pleno desenvolvimento e do processo do educando, estão presentes outros objetivos que, não só os de dimensão cognitiva e os de natureza sócio-afetiva e psicomotora, que igualmente precisam ser trabalhados e avaliados.
O cuidado deve estar é no uso que se pode fazer desta avaliação, não a dissociando da idéia do pleno desenvolvimento do indivíduo, principalmente em situações de dificuldades de aprendizagem, como a dislexia, em que o aluno aprende, mas não demonstra pela leitura e pela escrita.
E os professores precisam ir muito além de um "olhar" para avaliar, levando em conta que as dificuldades, defasagem, comprometimentos tem inúmeras causas e nem sempre configuram um aluno considerado ANAEE. Compreenderem o problema da criança disléxica para que não seja taxada de “preguiçosa” ou estúpida”, mas, facilitadores de intervenções apropriadas e fonte de apoio emocional. 


A dislexia não  é impedimento para a aprendizagem. São comum professores que tem alunos disléxicos e não sabem que são disléxicos, dizerem: ”Eu não entendo, ele sabe tudo, consegue entender questões e abstrai antes de todos os outros na sala… mas quando vai escrever ou ler…”
Em geral, os disléxicos são pessoas criativas e não raro possuem inteligência acima da média. Muitos se destacam na música (o cantor John Lennon), nas artes cênicas (o ator Tom Cruise), nas artes plásticas (o genial Vincent van Gogh) ou nos esportes (jogador Magic Johnson).



Mesmo talentosos, os disléxicos costumam ser rotulados de preguiçosos ou apontados como problemáticos, o que pode causar outros danos, do ponto de vista
emocional, costumam ter baixa auto estima, por terem consciência da dificuldade, que muitas vezes nem eles mesmos entendem.
As intervenções dos professores devem ser:
- atendimento individualizado, pois assim será mais fácil o seu aprendizado.
-evitar tratar esse aluno diferentemente dos demais, jamais ressaltar as dificuldades diante de todos e nem corrigi-lo diante de outros.
-demonstrar compreensão e pacientemente ouvir a criança, deixando-a livre para expor seus pensamentos;
- o professor deve estar atento aos comportamentos dos alunos, para perceber se existe algo que o impeça de aprender para poder assim, encaminhá-lo aos profissionais competentes (como acuidade auditiva e/ ou visual, psicológica...)

-usar o lúdico, pois os jogos facilitam a aprendizagem para os disléxicos, e os outros também.

-não forçar o aluno com dislexia a fazer as suas lições, principalmente quando este estiver muito nervoso.
- atividades de situações problemas ajudarão na compreensão, quando o professor trabalhar com o concreto.

Estratégias que ajudam

  Falar-Ler-Ouvir-Escrever

- Método fonético, montagem de manuais de alfabetização, material concreto, desenhar
- Gravador, calculadora,  material dourado, máscara para texto, letras com textura
- Não forçar leitura em voz alta .
- Coloque sentado perto da professora e da lousa
- Acompanhar suas anotações
- Oferecer lápis de cor para diferenciar as linhas
A Dislexia não é curada sem um tratamento apropriado, não é superada com o tempo, não pode passar despercebida. Precisam ter oportunidade e tratamento adequado.

O aluno disléxico deve ter um currículo adaptado, um atendimento complementar com uma Equipe de Apoio Pedagógico, ser trabalhado, constantemente  na sua auto estima.

Avaliação
Avaliar na oralidade, não force a copiar do quadro, tenha sempre uma atividade para executar enquanto os demais copiam. Ele não precisa saber tudo, (adaptação curricular) priorize o essencial. Não dê sua nota em voz alta

Essas são as recomendações dos psicopedagogos e da ABAD (Associação Brasileira de Dislexia)


Veja a lista de 15 disléxicos famosos:                               
 
  • Agatha Christie (escritora)
  • Charles Darwin (cientista)
  • Cher (cantora)
  • Franklin D. Roosevelt (32° presidente dos Estados Unidos)


Assim como Tom Cruise, ator Robin Williams possui distúrbios disléxicos


  • George Washington (1º presidente dos Estados Unidos)
  • Leonardo Da Vinci (artista e inventor)
  • Napoleão Bonaparte (imperador da França)
  • Pablo Picasso (artista plástico)
  • Robin Williams (ator)
  • Thomas A. Edison (inventor da lâmpada)
  • Tom Cruise (ator)
  • Vincent van Gogh (pintor)
  • Winston Churchill (primeiro-ministro britânico)
  • Walt Disney (fundador dos estúdios Disney)
  • Whoopi Goldberg (atriz)

Referências:
Recomendo:
O psicopedagogo x Dislexia

Abraço!

Profe: Leony - EEB Lara Ribas

Reportagem - EEB. Tancredo de Almeida Neves



Reportagem retirada da revista FLASH VIP Ano 10- Nº 58/ Junho/Julho 2013
Por Greici Audibert

Escola: EEB. Tancredo de Almeida Neves
Aluno: Raduan Lucatelli 
Série: 2º ano Ensino Médio Inovador
Diagnóstico: Autismo:Síndrome de Asperger

Enviado por Marli Terezinha Ecker, SAEDE - EEB Tancredo Neves





SUGESTÃO DE LIVRO - TDAH

Silva, Ana Beatriz B.(Ana Beatriz Barbosa).
Mentes Inquietas: TDAH: desatenção, hiperatividade e impulsividade.
Rio de Janeiro: objetiva, 2009.
Enviado por Marli Terezinha Ecker, SAEDE - EEB Tancredo Neves


O PAPEL DO PROFESSOR - RUBEM ALVES



  Rubem Alves - O papel do professor -  https://www.youtube.com/watch?v=_OsYdePR1IU

Amar é ter um pássaro pousado no dedo.
Quem tem um pássaro pousado no dedo sabe que,
a qualquer momento, ele pode voar”

Rubem Alves

Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas.

Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o vôo.

Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.
Rubem Alves

Matéria recebida da professora Leoni da EEB Nelson Horostek

domingo, 30 de junho de 2013

UNOCHAPECÓ - Seminário trata da Educação Inclusiva



28/06/2013. Atualizado em 28/06/2013 19:32.
Retirado - http://www.unochapeco.edu.br/noticias/seminario-trata-da-educacao-inclusiva
     O IV Seminário de Educação Inclusiva e I Seminário de Estágio Deficiência Visual e Deficiência Auditiva busca capacitar estudantes e profissionais de educação especial, docentes e comunidade em geral sobre a Educação Inclusiva. O evento é organizado pelo curso de Licenciatura em Educação Especial (Parfor) da Unochapecó, em parceria com a Gerência Regional de Educação (Gered) de Chapecó.
     As atividades iniciaram na tarde desta sexta-feira, 28 de junho, no salão de atos da Unochapecó. Cerca de 220 pessoas entre estudantes, professores e comunidade participaram das atividades. Na ocasião foram realizadas oficinas que proporcionaram espaços para estudos, discussões, debates, questionamentos e reflexões teóricas, visando o aperfeiçoamento e qualificação dos participantes.
     Para o vice-reitor de Administração da Unochapecó Antonio Zanin, as discussões são importantes uma vez que a sociedade deve se adequar as formas de inclusão para pessoas com necessidades especiais. "São ações que a universidade desenvolve visando capacitar as pessoas, para que essas consigam atender aqueles que possuem necessidades especiais”, ressalta Zanin.

     Segundo a professora Aline Lazarotto, a atividade busca aproximar a universidade, as escolas e comunidade em geral, que fazem parte dos estágios desenvolvidos pelos alunos do curso de Educação Especial da Unochapecó. “Os estudantes trazem elementos para que nós aguçarmos ainda mais a discussão frente aos desafios da educação.” Para a pedagoga da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Chapecó Magda Barella, o seminário proporciona mais um momento para aprendizado e atualização. “Nós ficamos atualizados sobre o que está acontecendo na nossa área e sempre melhorando a nossa prática pedagógica”, explica Magda.
      A programação segue neste sábado, 29 de junho, às 8h no salão de atos da Unochapecó. No período, estudantes do curso de Educação Especial irão expor relatos de experiências em deficiência visual e auditiva.

  
Presença da Gerente de Educação da SDR Ana Vedana (1ª dir.), Integradora SDR e Docente PARFOR-Unochapecó, Claudia S. Fantin (cent.) e Edite Sehnem (FCEE e Docente PARFOR-Unochapecó) - Informe descrito pela profª Adriana da Silva